Heliópolis, deixou de ser a maior favela do Brasil para ser considerada uma região urbanizada. Com 1 milhão de metros quadrados, 125.000 pessoas compõem a homegênea comunidade Heliópolis, praticamente uma cidade dentro de uma megalópole. Seu percusso histórico de luta ao acesso da terra e a dignidade do território lapidou a organização de sua comunidade.
Hoje, ela é integrada pela União de Núcleos, Associação e Sociedade de Moradores da Heliópolis e São João Clímaco (UNAS) compostapor dezenas de projetos sociais, rádio comunitária, jornal impresso, biblioteca, creches e núcleos educativos.
“Heliópolis caracteriza-se por ser uma área carente, que teve uma ocupação inicial recente e intrigante embora bastante homogênea: a grande maioria é invasora e chegou à gleba a partir do início dos anos 70. Parte considerável dessa gente veio do Nordeste, de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Bahia. Aqui chegando, muitos moraram inicialmente em cômodos de aluguel espremidos pela falta de dinheiro e de opções, tiveram como última alternativa de sobrevivência na cidade a vida na favela, onde tiveram que enfrentar, além das condições adversas decorrentes da falta de toda e qualquer infraestrutura, a exploração e a ameaçã constante dos grileiros.
Formou-se, no decorrer do tempo, uma verdade cidade dentro de Heliópolis, o que gerou variadas alternativas de emprego no interior do núcleo. A ambição dos imigrantes de ser autônomos, de “não ter patrão”, deu início a um diversificado comércio local informal, onde a mão de obra familiar, subempregada, adapta-se à vida da metrópole recriando dentro do núcleo hábitos de sua região de origem. Coexistem em Heliópolis pequenos Piauís, mini-interiores da Paraíba e Pernambuco etc.”
SAMPAIO, Maria Ruth Amaral. Heliópolis - O Percurso de uma invasão
Em Dharavi, sua pobreza contradiz com sua bilionária economia. Com o seu estimado 1 milhão de habitantes espalhados em apenas 175 hectares, o ambiente é de trabalho, suas 15 mil “casas-fábricas” geram 55,4 bilhões de rúpias (R$ 2 Bilhões) por ano.
Com mais de 80 Nagares (comunidades), Dharavi é o lugar mais diversificado em cultura na Índia. Neste grande mosaico de culturas se produz a maior reciclagem da Índia, potes de barro, latões de Alumínio, tecidos ultra coloridos, Couro e costura de alto padrão.
“Dharavi é geralmente chamada de “A Maior favela da Ásia”. Mas Dharavi é muito mais que uma gelada estatística. O que faz dela especial são suas extraordinárias pessoas que vivem lá.”
Kalpana Sharma
Para desenvolver sobre ambas comunidades o estudo será dividido nas seguintes partes:
1ª. O Histórico de Heliópolis e o Nascimento de Dharavi
2ª. Localização - Áreas, população e Densidades
3ª. Mapa da situação atual
4ª. A homogeneidade de Heliópolis – UNAS, Rádio Comunitária, o Jornal, o Projeto Social Parceiros da Criança
5ª. A heterogeneidade das Nagares de Dharavi
6ª. Os arquitetos e os respectivos territórios.
Atuação do arquiteto Mukesh Mehta no plano de redesenvolvimento de Dharavi
A participação do arquiteto Ruy Ohtake com a comuidade de Heliópolis
Na 5a. parte, de todas as nagares serão estudadas:
-Transit Camp: Estratégia de habitação temporária do Governo que se trounou permanente em Dharavi.
-Kumbharwada: Fábricas de Potes, habilidades herdada por gerações.
-Muslim Nagar: Comunidade Mulçumana, que tem forte participação na industria textil e comércio de jóias
-Chamda Bazar: Localizada no Coração de Dharavi e possui a mais importante rua de comércio de Dharavi, com forte presença das famosas indústria de jóias e couro de Dharavi.
-Social Nagar: uma comunidade híbrida, podendo achar qualquer tipo de atividades. Uma completa mistura de todos os tipos de religiões vivendo em harmonia.
-13º Compound: Pequena comunidade responsável pel a maior reciclagem de toda a Índia.
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