Documentário sobre a atuação do UNAS na comunidade de Heliópolis
fonte: UNAS
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sábado, 30 de maio de 2009
|06| - Heliópolis e a sua Comunidade
Atualmente, as maiores lutas de Heliópolis são a busca pela regularização fundiária, o direiro a moradia e a infra estrutura. Estas determinações lapidaram a organização de sua comunidade, fruto disso é o UNAS – União de Núcleos, Associacões e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco, atuante desde a década de 80. Hoje, a comunidade é composta por 10 núcleos e em cada núcleo há um representante do UNAS, eleito pelos próprios moradores conferindo assim uma unidade a Heliópolis.
“Em 86, Heliópolis estava em processo de formação, agora nós estamos num processo de transformação...não se chama mais favela de Heliópolis, se chama comunidade de Heliópolis, que é uma comunidade organizada, uma comunidade que sabe o que quer, que luta pra sair dessa margem. A nossa maior luta é pra fazer parte da cidade de São Paulo.”
Geronino Barbosa, um dos diretores do UNAS
HISTÓRICO
“A UNAS – União de Núcleos Associação e Sociedades dos Moradores de Heliopolis e São João Climaco, é uma entidade de direito privado, devidamente registrada no CNPJ sob nº 38.883.732/0001-40, tendo sua sede central, a rua da mina nº 38 com objetivos lavrados em seu estatuto social, registrado no 3º Cartório de Notas da Cidade de São Paulo tem como missão “Promover a Cidadania , a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integral da comunidade”.
A UNAS nasceu da luta dos moradores da comunidade de Heliópolis pelo direito à moradia e posse da terra, fundada em meados dos anos 80 promove ações através de parcerias com o poder público, iniciativa privada e articulações com outros movimentos sociais, Fóruns, Redes e outras ONGs da sociedade civil organizada. Atuando nas áreas de: Comunicação, Criança e Adolescente, Rádio Comunitária. Na luta pelo direito à cidade promove a organização de mutirão para construção de casas populares através da auto-gestão, a regularização fundiária através de implementação do Estatuo da Cidade.
Nossos projetos são traçados com base em três eixos estratégicos: Influir na Geração e Implementação das Políticas Públicas; Promover Formação e Desenvolvimento Institucional, e têm como base a pedagogia libertadora e a construção de novas relações pessoais e sociais. Tem como tripé: A Autonomia, Responsabilidade e Solidariedade. São ferramentas de luta pela implantação do SUAS – Sistema Único de Assistência Social, da luta pela implementação do SUS – Sistema Único de Saúde e a LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social; da luta pela garantia de Direitos através do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente; da luta pela Reforma Urbana através da aplicação do Estatuto da Cidade e Fundo Nacional da Moradia Popular; da aplicação do FUNDEB – Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação; da luta pelos Direitos Humanos com base na declaração dos direitos humanos; pela Reforma Agrária. Acreditamos no homem como sujeito de sua história e como transformador social.”
Os projetos sociais:
Programas de Proteção Básica e Especial
CEI - Centro de Educação Infantil - 1250 crianças de 0 a 3 anos e 11 meses
CCA - Centro da Criança e Adolescente - 760 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos.
MOVA - Movimento de Alfabetização de jovens e adultos - 200 jovens
CJ – Centro da Juventude - 150 adolescentes entre 13 e 17 anos
Escola de Moda Jovem - 50 adolescentes entre 13 e 17 anos
Lata na Favela - 50 crianças, jovens e adolescentes entre 9 e 24 anos
Telecentro - 500 crianças, jovens, adolescentes e adultos
Biblioteca Comunitária - 120 crianças, jovens, adolescentes e adultos
Assistência Jurídica - Atende 180 pessoas/mês
Projeto Geração Vida Heliópolis - Gestão de cooperativa, administração, produção, publicidade e vendas dos produtos produzidos - 30 adolescentes entre 15 e 25 anos e 30 mulheres acima de 18 anos.
Entrega de Leite - 50 pessoas acima de 55 anos - 1.000 litros de leite/mês
Prevenção DSTS/AIDS - Oficinas de prevenção a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis - Meta: multiplicar aproximadamente com 5.000 jovens e adolescentes, mães , pais e formadores de opinião.
Lavanderia Comunitária - Projeto onde os moradores, através de cadastro, podem utilizar máquinas de lavar roupas e secadoras, além de ser um espaço onde os usuários discutem sobre questões referentes à moradia, saúde, educação, transformando-se em espaço de mobilização social. 1.700 usuários mês
CRECA - Centro de Referência da Criança e Adolescente - 20 crianças, jovens e adolescentes entre 13 e 17 anos
NPPE - Núcleo de Proteção Psicosocial Especial atende 120 jovens e adolescentes em cumprimento de medida sócio-educativa - 120 jovens entre 12 e 17 anos e 11 meses excepcionalmente até 21 anos
CRAF Chico Mendes - Centro de Assistência à família - atender 1.050 famílias
Projeto Caminhos - Oferece assistência social e jurídica e acompanha ações de lobby e pressão popular
Movimento Sol da Paz - Reúne escolas da região, realizando a Caminhada pela Paz, que luta contra todo tipo de violência, a favor de escolas com ensino de qualidade e pela implementação da campanha “Heliópolis, bairro educador” que se norteia por cinco eixos: autonomia, solidariedade, responsabilidade, a escola como centro de liderança e tudo passa pela educação. Reúne cerca de 15.000 pessoas entre professores, pais, alunos , moradores da região e do entorno.
Movimento dos Sem Teto e Movimento do Sem Creche - Mobiliza pais e pessoas que pagam aluguel ou moram de favor para lutar pela abertura de novas creches e pela construção de moradias populares.
Festa das Crianças - Com apoio dos comerciantes locais e articulação/ mobilização da UNAS, a Festa tem por objetivo proporcionar um dia de lazer voltado para as crianças, com a distribuição de doces, brinquedos, atrações musicais e brincadeiras, é realizada em dois pontos de Heliópolis: na Rua Paraíba e na Rua Coronel da Silva Castro em frente ao Espaço de Convivência UNAS/Núcleo Heliópolis.
Corrida e Caminhada de Heliópolis - tem por objetivo mobilizar a comunidade para a prática esportiva e para a solidariedade visto que é uma Corrida beneficente, com inscrições feitas através de doações (material escolar, alimentos, etc.) que são doados para a população local. O Evento ocorre há 3 anos e conta com a participação de 500 atletas profissionais e amadores.
Quermesse da Rua Paraíba - Tradicional em Heliópolis a quermesse da rua Paraíba tem por objetivo resgatar a tradição e costumes nordestinos, com barracas de comidas e bebidas típicas além de diversas atrações musicais da região. Reúne em média cerca de 12.000 pessoas
Projeto de Desenvolvimento Local - Através do sistema de vínculo solidário são atendidas 1.500 famílias/mês
Rádio Comunitária Heliópolis - Programação de utilidade pública, entretenimento, veículo de comunicação de massa utilizado para mobilização social e informação.
Parceiros da Criança - Um dos primeiros projetos do Heliópolis tem por objetivo resgatar a cidadania de 240 crianças de 7 a 14 anos
Fonte: UNAS
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
terça-feira, 26 de maio de 2009
|06| - Síntese de Heliópolis
Nome Principal: Heliópolis
Endereço: Estrada das Lagrimas / Rua Almirante Delamare
Ano do Início da Ocupação: 01/01/1972
Total de Domicílios: 18.080,00
Propriedade do Terreno: Particular/Municipal
Conselho Gestor: sim
Infra-estrutura urbana (%)
Abastecimento de água: 83,00
Esgotamento Sanitario: 62,00
Rede Elétrica domiciliar: 94,00
Iluminação pública: 57,00
Drenagem Pluvial: Parcial
Vias Pavimentadas: 97,00
Coleta de lixo: Total
Índice de Infra-Estrutura Urbana: 0,75 (0-1)
Regularização Fundiária: Em Processo
TOTAL DE DOMICÍLIOS
GLEBA A ----------------------- 1541
GLEBA K ----------------------- 11050
GLEBA N ----------------------- 1439
TOTAL DE PESSOAS
GLEBA A ----------------------- 4946
GLEBA K ----------------------- 35809
GLEBA N ----------------------- 4570
ANALFABETOS
GLEBA A -------------------------------- 21,2%
GLEBA K -------------------------------- 12,5%
GLEBA N -------------------------------- 21,2%
RENDA FAMILIAR
SEM RENDA/ ATÉ 01 SALÁRIO MÍNIMO
GLEBA A ----------------------------- 7,5%
GLEBA K ----------------------------- 24,1%
GLEBA N ----------------------------- 7,8%
01 A 03 SALÁRIOS MÍNIMOS
GLEBA A ----------------------------- 48,4%
GLEBA K ----------------------------- 12,6%
GLEBA N ----------------------------- 15,1%
DESEMPREGO
GLEBA A ------------------------ 11,7%
GLEBA K ------------------------ 16,3%
GLEBA N ------------------------ 15,0%
fonte: Secretaria de Habitação do Município de São Paulo
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
segunda-feira, 25 de maio de 2009
|06| - Situação atual de Dharavi
As 84 Nagares (comunidades) de Dharavi
1) Kumbhar wada 2) V.O.C Chawl 3) Kamala Nehru Nagar 4) Vijay Nagar (Under Tata Power Line) 5) Transit Camp 6) Social Nagar 7)Laxmi Bagh 8) Nehru Nagar 9) Saibaba Nagar 10) Mahatma Gandhi Nagar (90ft road) 11) Buddha Nagar ( Kala Killa) 12)Nayak Nagar 13)Prem Nagar 14)Someshwar Nagar 15)Kamaraj Nagar 16)Mukund Nagar 17) Jagjeevanram Nagar 18)Kamba Devi 19)New Maharashtra Nagar 20) Indira Qureshi Nagar 21)Khamdev Nagar 22) Gopinath Colony 23)Gajanan Colony 24) Shastri Nagar 25) Shivshakti Nagar 26)Maharanapratap Nagar 27)Basweshwar Nagar 28)Subhash Nagar 29)Samta Nagar 30)B.M.C Chawl 31)Balaji Nagar 32)Mahatma Gandhi Nagar ( Behind Kamraj School) 33)Prabhakar Kunte Nagar 34)Muslim Nagar, 34) A- Nabi Nagar 35) AnnaNagar 36) Periyar Nagar 37) Navap Nagar 38) Manji Wadi 39) Katta wadi 40) Palwadi 41) Indira Nagar 42) A.K. Gopalan Nagar 43) Janta Nagar 44) Kunji Kurve Nagar 45) Mangal Wadi 46) GanhsKurbha Nagar 47) Vijay Nagar 48) Gandhi Chawl 49) Dhoor wadi 50) Agash Wadi 51) Seeni wadi 52) Chamda Bazar 53) Abubhakar back Chawl 54) Rahim Sait Chawl 55) S.M. Chawl 56) Sakinabai Chawl 57) Abubhakar Chawl 58) Kutti Wadi 59) Seit Wadi 60) Milan Nagar 61) Kalyani Wadi 62) Poona Vala Chawl 63) V.K.Wadi 64) M.L.Wadi 65) Ramar Wadi 66) Rajapali Chawl 67) Mahatma Gandhi Nagar (Dharavi Koliwada) 68) Dharavi Koliwada 69) 13 Compound 70) S.K.R. Nagar 71) Tilak Nagar 72) Azad Nagar 73) Balika Nagar 74) Kamala Nagar (New) 75) Kamala Nagar (Old) 76) Rajendra Prasad Nagar (New) 77) Rajendra Prasad Nagar (Old) 78) Ambedkar Nagar ( M.L.Camp) 79) Sanjay Gandhi Nagar (Opp. Shalimar Industrial) 80) Shaku Nagar 81) Sidharth Nagar 82) Nityanand Nagar 83) Barvesthan Nagar 84) Valmiki Nagar
1) Kumbhar wada 2) V.O.C Chawl 3) Kamala Nehru Nagar 4) Vijay Nagar (Under Tata Power Line) 5) Transit Camp 6) Social Nagar 7)Laxmi Bagh 8) Nehru Nagar 9) Saibaba Nagar 10) Mahatma Gandhi Nagar (90ft road) 11) Buddha Nagar ( Kala Killa) 12)Nayak Nagar 13)Prem Nagar 14)Someshwar Nagar 15)Kamaraj Nagar 16)Mukund Nagar 17) Jagjeevanram Nagar 18)Kamba Devi 19)New Maharashtra Nagar 20) Indira Qureshi Nagar 21)Khamdev Nagar 22) Gopinath Colony 23)Gajanan Colony 24) Shastri Nagar 25) Shivshakti Nagar 26)Maharanapratap Nagar 27)Basweshwar Nagar 28)Subhash Nagar 29)Samta Nagar 30)B.M.C Chawl 31)Balaji Nagar 32)Mahatma Gandhi Nagar ( Behind Kamraj School) 33)Prabhakar Kunte Nagar 34)Muslim Nagar, 34) A- Nabi Nagar 35) AnnaNagar 36) Periyar Nagar 37) Navap Nagar 38) Manji Wadi 39) Katta wadi 40) Palwadi 41) Indira Nagar 42) A.K. Gopalan Nagar 43) Janta Nagar 44) Kunji Kurve Nagar 45) Mangal Wadi 46) GanhsKurbha Nagar 47) Vijay Nagar 48) Gandhi Chawl 49) Dhoor wadi 50) Agash Wadi 51) Seeni wadi 52) Chamda Bazar 53) Abubhakar back Chawl 54) Rahim Sait Chawl 55) S.M. Chawl 56) Sakinabai Chawl 57) Abubhakar Chawl 58) Kutti Wadi 59) Seit Wadi 60) Milan Nagar 61) Kalyani Wadi 62) Poona Vala Chawl 63) V.K.Wadi 64) M.L.Wadi 65) Ramar Wadi 66) Rajapali Chawl 67) Mahatma Gandhi Nagar (Dharavi Koliwada) 68) Dharavi Koliwada 69) 13 Compound 70) S.K.R. Nagar 71) Tilak Nagar 72) Azad Nagar 73) Balika Nagar 74) Kamala Nagar (New) 75) Kamala Nagar (Old) 76) Rajendra Prasad Nagar (New) 77) Rajendra Prasad Nagar (Old) 78) Ambedkar Nagar ( M.L.Camp) 79) Sanjay Gandhi Nagar (Opp. Shalimar Industrial) 80) Shaku Nagar 81) Sidharth Nagar 82) Nityanand Nagar 83) Barvesthan Nagar 84) Valmiki Nagar
Mapa com as infra-estruturasFonte: National Geographic

9.64% COMÉRCIO
9.37% INDÚSTRIA
58% RESIDÊNCIAS
8.04% UTILIDADES PÚBLICAS
3.68% ESPAÇOS ABERTOS
9% RUAS
9.37% INDÚSTRIA
58% RESIDÊNCIAS
8.04% UTILIDADES PÚBLICAS
3.68% ESPAÇOS ABERTOS
9% RUAS
TÍTULOS DAS TERRAS
60% do Município de Mumbai
15% Terras do governo de Maharashtra
25% Privado
MIGRAÇÕES
36,6% Estado Tamil Nadu
33.36% Maharashtra
9.34% Uttar Pradesh
INDÚSTRIAS EM DHARAVI
Total de 4902 unidades de fábricas
1.036 Têxteis
932 Potes de argila
567 Couro
478 Reciclagem e produção de plástico
498 Costura (alfaiates)
244 Manufaturados de pequena escala
50 Gráficas
25 Panificadoras
152 Alimentícias
111 Restaurantes
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
sábado, 23 de maio de 2009
|06| - Localizando Heliópolis e Dharavi - Áreas e Densidades
"Constatou igualmente que, apesar da gleba estar bastante comprometida com uma ocupação favelada, sua situação é bastante privilegiada, pois dista cerca de 8 km da Praça da Sé e é circundada por ruas e corredores viários de grande circulação, como a av. Almirante Delamare, rua Juntas Provisórias e a estrada das Lágrimas. A via Anchieta, inicia-se próxima à gleba e a Leste, o Município de São Caetano é limítrofe a parte da área. O Hospital Heliópolis e o Posto de Assistência Médica de Heliópolis e o Posto de Assistência Médica de heliópolis estão incrustadas na gleba.
Essa localização privilegiada, junto à pujante concentração industrial, foi sem dúvida responsável pelo rápido adensamento da área"
Maria Ruth Amaral de Sampaio (1990)
"Enquanto Dharavi estava na borda da cidade de Bombay, as autoridades da cidade podiam ignorar sua existência. Era um local adequado para receber comunidades ‘ilegais’ de outras partes. Como Bombay se expandiu no século XIX e a população cresceu junto com as incipientes indústrias, como a têxtil, aumentou a pressão sobre a terra. A cidade começou a sua expandição para o Norte. Como resultado Dharavi tornou-se muito mais central, não estava mais na borda da cidade. Ironicamente, o assentamento no formato do coração é agora localizado literalmente no coração de Mumbai.
Acidentalmente essa nova e importante localização de Dharavi tem sido crucial para o seu recente desenvolvimento."
"Enquanto Dharavi estava na borda da cidade de Bombay, as autoridades da cidade podiam ignorar sua existência. Era um local adequado para receber comunidades ‘ilegais’ de outras partes. Como Bombay se expandiu no século XIX e a população cresceu junto com as incipientes indústrias, como a têxtil, aumentou a pressão sobre a terra. A cidade começou a sua expandição para o Norte. Como resultado Dharavi tornou-se muito mais central, não estava mais na borda da cidade. Ironicamente, o assentamento no formato do coração é agora localizado literalmente no coração de Mumbai.
Acidentalmente essa nova e importante localização de Dharavi tem sido crucial para o seu recente desenvolvimento."
Kalpana Sharma (2000)
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Heliópolis
Área 72,41 hectares
População 125 mil habitantesDensidade 1.726 hec/m2
Dharavi
Área (hec) 175 hectares
População 1 milhão habitantesDensidade (hec/m2) 5.714 hec/m2
fontes:
www.habisp.inf.br
SAMPAIO, Maria Ruth Amaral - Heliópolis: O percurso de uma invasão (São Paulo, Dezembro de 1990)
SHARMA, Kalpana 2000 - Rediscovering Dharavi
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
quinta-feira, 21 de maio de 2009
|06| - O nascimento de Dharavi
Trecho extraído do livro:
Rediscovering Dharavi - Stories from Asia's largest slum (New Delhi - 2000)
SHARMA, Kalpana
Traduzido por Thiago Canhos Montmorency
"No imaginário popular, Dharavi é um lugar sujo aonde milhares de pessoas vivem em condições subumanas ausente de serviços básicos e profilático de doenças. Em parte pode estar correto – mas é muito mais do que isso. Na verdade, Dharavi é uma comunidade com quase 1 milhão de pessoas espalhadas em 175 hectares ( há uma diferença entre os números ‘oficiais’ e ‘não-oficiais’ devido a grande proporção da população flutuante), num complexo conjunto de comunidades peculiares. Às vezes a linha divisória entre essas comunidades pode ser uma nallah (córrego), uma pequena rua ou um muro – construído apressadamente em tempos de conflito.
A verdadeira linha divisória é desenhada através da história da migração ocorrida na cidade de Mumbai sobre as políticas de Estado que lidaram com os pobres urbanos e as indústrias que transmigraram aldeias com sua cultura (religião, língua) para um ambiente urbano.
Dharavi não nasceu ontem. Não é uma ‘favela’ no que se refere a ilegalidade da posse ou assentamento informal de pobres urbanos como achamos em cada cidade indiana. Ela já existia ainda quando Mumbai era chamada Bombay, na Baía de Mahim quando a cidade era ainda compreendida por sete ilhas.A verdadeira linha divisória é desenhada através da história da migração ocorrida na cidade de Mumbai sobre as políticas de Estado que lidaram com os pobres urbanos e as indústrias que transmigraram aldeias com sua cultura (religião, língua) para um ambiente urbano.
Em 1909, na Gazeta da Cidade e Ilha de Bombay, Dharavi é mencionada como uma das ‘seis Koliwadas (comunidade nativa) de Bombay’, ou seja, uma das comunidades de pescadores. Os habitantes originais de Dharavi eram os Kolis, pescadores que viveram na beira da Baía Mahim do Mar Arábico.
Desde o início do século XVIII, por acidente e desenho, alguns dos pântanos e as salinas que separavam as ilhas que formavam Bombay secaram. O dique de Sion (onde atualmente localiza-se a estação de trem Sion), que era adjacente a Dharavi, acelerou o processo de assoreamento e as conexões das ilhas. Assim os pescadores de Dharavi foram privados de sua tradicional fonte de sustento e a terra recém emergida dava espaço para novas comunidades.
A história do desenvolvimento de Dharavi está intimamente ligado com os fluxos migratórios que marcaram a cidade de Mumbai. Os imigrantes podiam ser divididos aproximadamente em duas grandes categorias. Os primeiros eram as pessoas advindas do Estado de Maharashtra, em particular da costa de Konkan, e também alguns grupos do Estado de Gujarat. Essas comunidades primeiramente se fixaram em terrenos vazios ao sul de Bombay. Com o crescimento da cidade, as autoridades não poderiam tolerar a existência desses assentamentos informais. Todas as comunidades foram expulsas do sul de Bombay para a borda da cidade, na época – Dharavi. Assim, os ceramistas de Saurashtra que habitavam o sul de Bombay tiveram que se relocar duas vezes antes de se fixarem nas terras de Dharavi para estabelecer o que hoje é chamada de Kumbharwada. Como resultado, uma parte da história de Dharavi está intimamente ligada com as políticas de Estado de erradicação – tal política de perseguição continua até hoje, mas de uma forma modificada.
Desde o início do século XVIII, por acidente e desenho, alguns dos pântanos e as salinas que separavam as ilhas que formavam Bombay secaram. O dique de Sion (onde atualmente localiza-se a estação de trem Sion), que era adjacente a Dharavi, acelerou o processo de assoreamento e as conexões das ilhas. Assim os pescadores de Dharavi foram privados de sua tradicional fonte de sustento e a terra recém emergida dava espaço para novas comunidades.
A história do desenvolvimento de Dharavi está intimamente ligado com os fluxos migratórios que marcaram a cidade de Mumbai. Os imigrantes podiam ser divididos aproximadamente em duas grandes categorias. Os primeiros eram as pessoas advindas do Estado de Maharashtra, em particular da costa de Konkan, e também alguns grupos do Estado de Gujarat. Essas comunidades primeiramente se fixaram em terrenos vazios ao sul de Bombay. Com o crescimento da cidade, as autoridades não poderiam tolerar a existência desses assentamentos informais. Todas as comunidades foram expulsas do sul de Bombay para a borda da cidade, na época – Dharavi. Assim, os ceramistas de Saurashtra que habitavam o sul de Bombay tiveram que se relocar duas vezes antes de se fixarem nas terras de Dharavi para estabelecer o que hoje é chamada de Kumbharwada. Como resultado, uma parte da história de Dharavi está intimamente ligada com as políticas de Estado de erradicação – tal política de perseguição continua até hoje, mas de uma forma modificada.
Outros migrantes foram diretamente para a cidade e muitos deles formaram o comércio de Bombay. Os Mulçumanos couristas do Estado de Tamil Nadu migraram para Dharavi e estabeleceram a indústria de couro, uma vez que o abatedor estava nos seus arredores, em Bandra. Outros artesões, como os alfaiates de Uttar Pradesh, iniciaram o serviço de pronta-entrega ao comércio da alta costura. Do Estado de Tamil Nadu, trabalhadores aderiram ao florescente negócio dos saborosos doces chakli, chiki e mysore pak.
Dessa forma, hoje Dharavi é um surpreendente mosaico de aldeias e vilas de toda a Índia. Tanto os Kolis e como os novos migrantes desenvolviam e valorizavam as suas próprias culturas. A indústria de peles cresceu para um próspero comércio exportador de couro. Atualmente, poucos velhos artesões couristas existem, mas se pode ver na avenida principal de Dharavi as efervescentes lojas de couros. Em pouco tempo os fabricantes de vestuários, que equiparam suas casas com algumas máquinas, expandiam suas unidades em direção ao mercado exportador.
Enquanto Dharavi estava na borda da cidade de Bombay, as autoridades da cidade podiam ignorar sua existência. Era um local adequado para receber comunidades ‘ilegais’ de outras partes. Como Bombay se expandiu no século XIX e a população cresceu junto com as incipientes indústrias, como a têxtil, aumentou a pressão sobre a terra. A cidade começou a sua expanção para o Norte. Como resultado Dharavi tornou-se muito mais central, não estava mais na borda da cidade. Ironicamente, o assentamento no formato do coração é agora localizado literalmente no coração de Mumbai.
Acidentalmente essa nova e importante locação de Dharavi tem sido crucial para o seu recente desenvolvimento. A importância de Dharavi foi finalmente reconhecida em meados dos anos 80. Como resultado, o governo desmontou o comércio ilegal de licor e cerveja (até então, o governo cego deixou crescer a ilegalidade embaixo de seu nariz) e, pela primeira vez, recursos financeiros foram oferecidos para fazer o lugar mais habitável. Numa visita a Bombay, durante um Congresso centenário em 1985, o então Primeiro Ministro, Rajiv Gabdhi visitou Dharavi e sancionou a quantia de 1 bilhão de Rúpias para Bombay, da qual substancial quantia foi encaminhada para Dharavi. Foi a primeira tentativa de reabilitação.
Assim começou a transformação de Dharavi, embora superficial. O aparecimento acelerado de edifícios altos na periferia de Dharavi, durante os últimos anos da década de 90, foi lançado pelo partido do governo de Shiv Sena-Bharativa Janata. Se o projeto tivesse sido melhor concebido seria possível que muitos outros edifícios fossem construídos até o ano 2000. Os projetos mais bem sucedidos foram aqueles em que as comunidades estiveram verdadeiramente envolvidas no planejamento e na implantação do projeto. Na época os construtores se mobilizaram com a esperança de obter lucros e abandonaram rapidamente quando eles perceberam que o projeto não era tão lucrativo. O lucro foi o único motivo e não a filantropia.
Os diversos esforços de reabilitação de Dharavi ilustram a complexidade da problemática. Os sucessivos governos e autoridades tem descoberto: ’Reabilitar’ um lugar como Dharavi não é uma questão fácil."
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terça-feira, 19 de maio de 2009
|06| - O Histórico de Heliópolis
Fotos cedidas pelo UNAS
Trecho extraído da tese de livre-docente:
Heliópolis: O percurso de uma invasão (São Paulo, Dezembro de 1990)
SAMPAIO, Maria Ruth Amaral
Histórico de Heliópolis
"Muitas das favelas existentes no Município de São Paulo tiveram início pela ação do próprio Poder Público Municipal que visando liberar determinadas áreas ocupadas por núcleos carentes, para a construção de obras públicas, principalmente viárias, transferia os habitantes para alojamentos provisórios, geralmente localizados em áreas pertencentes ao Estado, ao Município, ou a órgãos federais.Esses alojamentos, com freqüência, de provisórios tornaram-se permanentes, e abriram caminho para o processo de ocupação do resto da área por outros barracos.
Um dos mais notórios bolsões de pobreza de São Paulo, atualmente, a favela de Heliópolis-São João Clímaco, iniciou-se através desse processo.
Em 1971/72, a Prefeitura Municipal de São Paulo, através da então Secretaria do Bem Estar Social, SEBES, realizou i desadensamento das favelas de Vila Prudente e Vergueiro, tranferindo parte de seus habitantes para alojamentos provisórios localizados em Heliópolis, região sudeste do Município, bairro do Ipiranga, em gleba de propriedades do IAPAS.
Essa gleba tinha sido adquirida, em 23 de abril de 1942 pelo então Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, IAPI, do Conde Silvio Álvares Penteado e outros, pela quantia de 17.500 mil contos de reis. O IAPI pretendia construir na área casas para residência dos associados do Instituto.
A gleba compunha-se de “duas áreas de terreno e benfeitorias localizadas em Heliópolis, antigo Sítio do MoinhoVelho, Ipiranga”. A primeira área tinha 2.703.705 m2 (dois milhões, setecentos e três mil, setecentos e cinco metros quadrados) e estendia-se até o Município de Santo André; a segunda, continua à primeira, tinha 2.360 m2 (dois mil, trezentos e sessenta metros quadrados).
As áreas confrontavam, entre outros, com os terrenos da S. A. Industrias Reunidas Francisco Matarazzo e da Cerâmica Sacomãn, situando-se em zona onde já existia concentração industrial considerável.
A gleba tinha as seguintes benfeitorias e construções, que foram incluídas na transmissão: seis casas, todas térreas, de boa construção, isoladas, com área construída de sessenta e oito metros quadrados, situadas nas ruas Almirante Mariath e Siqueira Bulcão; cinco casas na rua Cel. Silva Castro, com a mesma metragem, porém geminadas.Todas essas casas tinham dois dormitórios, banheiro e cozinha.
Ainda, seis casas com oitenta e cindo metros quadrados de área construída, térreas e isoladas, situadas nas ruas Siqueira Bulcão e Comandante Taylor; sete casas, com oitenta e cinco metros quadrados de área construída, na rua Almirante Oliveira Pinto; e oito casas assobradadas, todas de boa construção, com área construída de cem metros quadrados, situadas na rua Almirante Mariath. Essas casas tinham sala, três dormitórios, banheiro e cozinha, e as de cem metros quadrados de construção tinham também garagem.
Um sobrado, contendo no andar térreo um armazém e nos altos uma residência, situado rua Barão do Rio da Prata, e mais um sobrado duplo, situado na rua Almirante Mariath.
Segundo consta na escritura, transcrita pelo Sexto Cartório de Imóveis da Comarca de São Paulo, essas casas faziam parte do Conjunto Residencial Vila Heliópolis, que contava com 36 casas, que ocupavam lotes com áreas que variavam de 141 a 697m.
Segundo testemunho de Alvaro Pinto Aguiar, essas casas, destinadas a aluguel, foram construídas pela família Álvares Penteado para dar início à ocupação do loteamento.
O início deste Conjunto remonta a 5 de outubro de 1923, época em que a Condessa de Álvares Penteado requereu à Prefeitura de São Paulo o arruamento de sua propriedade, de acordo com a Lei 2611, de 20 de junho do mesmo ano, pedindo as diretrizes para a área. O terreno a arruar foi adquirido pelo finado marido da Condessa, por compra feita a José Marianno e sua mulher, com escritura lavrada em 7 de agosto de 1890, no Tabelião Antonio Archanjo Dias Baptista, e transcrita sob o número 4604. A requerente sucedeu a seu marido como proprietária desse terreno, conforme carta sentença de formal de partilha.
A área a ser arruada, de acordo com o processo recebeu o n.73.343/24, era de 897.000m, dos quais 180.000m eram destinados a ruas e 90.000 m destinados a espaços livres.
Em 16 de janeiro de 1925, foi lavrado o alvará, que recebeu o n. 281. Encontra-se no processo a observação de que em novembro de 1924, parte do arruamento já estava executado. Na planta do arruamento aprovado, consta o visto do Eng. Arthur Saboya, em 10/1/1925.
Consta igualmente do processo “a Lei n. 3.084, de 5 de setembro de 1927, que autoriza a Prefeitura a receber da Condessa Álvares Penteado as ruas que retalham o imóvel denominado Moinho Velho, no Ypiranga, e dá outras providências”. (5) Observa-se que na época, em 1927, eram raríssimos os arruamentos onde as doações eram feitas por escritura pública; eram comuns as aceitações por lei que aprovava o arruamento, sendo posteriormente promulgada a lei denominando os logradouros.
O IAPI – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários não cumpriu o que tinha sido previsto por ocasião da aquisição da gleba: construir ali casas para seus associados.
Em novembro de 1966, de acordo com o Decreto-Lei n. 72, que unificou os diversos Institutos no INPS – Instituto Nacional de Previdência Social, a gleba passou para o IAPAS – Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social, que a partir daí vendeu ou ocupou suas várias partes.
Em 1967 o IAPAS vendeu à Petrobrás-Petróleo Brasileiro S/A – uma área de 423.731m; essa área engloba parte de ruas e áreas verdes recebidas pela Prefeitura por autorização do proprietário inicial, de acordo com a Lei 3084, de 5 de setembro de 1927. Em 1976, a título de permuta, transmitiu a Raul Diederichsein uma série de pequenas áreas dentro da gleba, num total de 960m.
Vendeu também a terceiros, até o ano de 1977, nove casas que faziam parte do Conjunto Habitacional Vila Heliópolis, as demais foram vendidas entre 1977 e 1985. Os compradores eram funcionários públicos estaduais e federais, químicos, motorista, advogados, viúvas etc.
Em 1978, a Sabesp, através de desapropriação, ficou com parte substancial da gleba para a construção da Estação de Tratamento de Esgotos do ABC, parte do programa Sanegran, cujas obras foram paralisadas no início dos anos 80.
O IAPAS construiu, em parte da gleba, o Hospital de Heliópolis, inaugurado em abril de 1969, que atende aos associados do INPS. Construiu também, na av. Almirante Delamare, o Posto de Assistência Médica, PAM, de alcance regional.
Depois que a Prefeitura instalou em Heliópolis os primeiros alojamentos provisórios, novos moradores foram chegando gradativamente e construindo seus barracos nas proximidades dos alojamentos. Os próprios operários que trabalharam na construção do Hospital e do PAM acabaram ali se estabelecendo.
À medida que isso ocorria, outro tipo de ocupação, a grilagem, começava a aparecer na Estrada das Lágrimas, por volta dos anos 77/78, quando o veterinário Otávio Rodrigues de Souza, morador nas vizinhanças da gleba, começou a vender lotes na rua Cônego Xavier e Estrada das Lágrimas. Mais ou menos nessa mesma ocasião, membros da família Mariano, Geraldo e Flávio, que se diziam herdeiros de parte da gleba, e outros grileiros, como os irmãos Garcia, também procederam à intensa venda de lotes. Existia uma série de campos de futebol dentro da gleba, que eram cuidadosamente guardados por seus usuários. O clima era de violência, com contínuas disputas entre invasores e grileiros.
Quando o IAPAS se deu conta, a ocupação da gleba já era uma realidade, e a solução adotada foi impetrar uma série de reintegrações de posse contra os grileiros e demais ocupantes da gleba.
Data daí o início da organização da população moradora, que nessa ocasião já estava começando a reivindicar serviços de água e luz. Isso ocorreu quando o Prefeito de São Paulo era Reynaldo de Barros."
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
segunda-feira, 18 de maio de 2009
|06| - Introdução
Heliópolis, deixou de ser a maior favela do Brasil para ser considerada uma região urbanizada. Com 1 milhão de metros quadrados, 125.000 pessoas compõem a homegênea comunidade Heliópolis, praticamente uma cidade dentro de uma megalópole. Seu percusso histórico de luta ao acesso da terra e a dignidade do território lapidou a organização de sua comunidade.
Hoje, ela é integrada pela União de Núcleos, Associação e Sociedade de Moradores da Heliópolis e São João Clímaco (UNAS) compostapor dezenas de projetos sociais, rádio comunitária, jornal impresso, biblioteca, creches e núcleos educativos.
“Heliópolis caracteriza-se por ser uma área carente, que teve uma ocupação inicial recente e intrigante embora bastante homogênea: a grande maioria é invasora e chegou à gleba a partir do início dos anos 70. Parte considerável dessa gente veio do Nordeste, de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Bahia. Aqui chegando, muitos moraram inicialmente em cômodos de aluguel espremidos pela falta de dinheiro e de opções, tiveram como última alternativa de sobrevivência na cidade a vida na favela, onde tiveram que enfrentar, além das condições adversas decorrentes da falta de toda e qualquer infraestrutura, a exploração e a ameaçã constante dos grileiros.
Formou-se, no decorrer do tempo, uma verdade cidade dentro de Heliópolis, o que gerou variadas alternativas de emprego no interior do núcleo. A ambição dos imigrantes de ser autônomos, de “não ter patrão”, deu início a um diversificado comércio local informal, onde a mão de obra familiar, subempregada, adapta-se à vida da metrópole recriando dentro do núcleo hábitos de sua região de origem. Coexistem em Heliópolis pequenos Piauís, mini-interiores da Paraíba e Pernambuco etc.”
SAMPAIO, Maria Ruth Amaral. Heliópolis - O Percurso de uma invasão
Em Dharavi, sua pobreza contradiz com sua bilionária economia. Com o seu estimado 1 milhão de habitantes espalhados em apenas 175 hectares, o ambiente é de trabalho, suas 15 mil “casas-fábricas” geram 55,4 bilhões de rúpias (R$ 2 Bilhões) por ano.
Com mais de 80 Nagares (comunidades), Dharavi é o lugar mais diversificado em cultura na Índia. Neste grande mosaico de culturas se produz a maior reciclagem da Índia, potes de barro, latões de Alumínio, tecidos ultra coloridos, Couro e costura de alto padrão.
“Dharavi é geralmente chamada de “A Maior favela da Ásia”. Mas Dharavi é muito mais que uma gelada estatística. O que faz dela especial são suas extraordinárias pessoas que vivem lá.”
Kalpana Sharma
Para desenvolver sobre ambas comunidades o estudo será dividido nas seguintes partes:
1ª. O Histórico de Heliópolis e o Nascimento de Dharavi
2ª. Localização - Áreas, população e Densidades
3ª. Mapa da situação atual
4ª. A homogeneidade de Heliópolis – UNAS, Rádio Comunitária, o Jornal, o Projeto Social Parceiros da Criança
5ª. A heterogeneidade das Nagares de Dharavi
6ª. Os arquitetos e os respectivos territórios.
Atuação do arquiteto Mukesh Mehta no plano de redesenvolvimento de Dharavi
A participação do arquiteto Ruy Ohtake com a comuidade de Heliópolis
Na 5a. parte, de todas as nagares serão estudadas:
-Transit Camp: Estratégia de habitação temporária do Governo que se trounou permanente em Dharavi.
-Kumbharwada: Fábricas de Potes, habilidades herdada por gerações.
-Muslim Nagar: Comunidade Mulçumana, que tem forte participação na industria textil e comércio de jóias
-Chamda Bazar: Localizada no Coração de Dharavi e possui a mais importante rua de comércio de Dharavi, com forte presença das famosas indústria de jóias e couro de Dharavi.
-Social Nagar: uma comunidade híbrida, podendo achar qualquer tipo de atividades. Uma completa mistura de todos os tipos de religiões vivendo em harmonia.
-13º Compound: Pequena comunidade responsável pel a maior reciclagem de toda a Índia.
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|06| - Revelando Heliópolis e Dharavi
sábado, 16 de maio de 2009
|05| - São Paulo e Mumbai - Favelas e a Expansão da mancha urbana
Favelas em São Paulo e Mumbai
Fotos: Thiago Canhos, Urban Body e Urban Age
1. Ocupações das favelas nas respectivas cidades
2. Expansão da Mancha Urbana em São Paulo e Mumbai respectivamenteNos mapas podemos observar como estão localizadas as favelas nas cidades de São Paulo e Mumbai. Ao relacionarmos o primeiro com o segundo, evidencia-se que as regiões para onde a cidade expandiu nos ultimos 30 anos são os lugares que mais possuem favelas. Assim podemos concluir que as expansão das cidades nas ultimas décadas se deu em favelas.
ver: diáspora urbana em 1950
Segundo a Secretaria de Habitação do Município de São Paulo, a cidade possui 1565 favelas, 1152 loteamentos irregulares e 1885 cortiços.
Em Mumbai, 55% da população vive em favelas. Provavelmente, lá se encontra a maior população de 'moradores de rua' do Terceiro Mundo, em torno de 1 milhão. Na verdade, muitos 'moradores de rua' são simplesmente trabalhadores – condutores de riquixa (popular táxi de Mumbai), operários da construção civil e carregadores de mercado - forçados por causa do emprego a morar no caríssimo coração da metrópole.
Segundo o Habi SP:
Favelas: todos os assentamentos precários de áreas públicas ou particulares de terceiros, cuja ocupação foi feita à margem da legislação urbanística e edilícia. São ocupações predominantemente desordenadas, com precariedade de infra-estrutura, com maior opção pela autoconstrução das moradias que presentam diferentes graus de precariedade. A população residente caracteriza-se por famílias de baixa renda e socialmente vulneráveis.
Núcleo urbanizado: "categoria" de favela com 100% de infra-estrutura instalada, mas ainda sem regularização fundiária.
Loteamentos irregulares: todos os assentamentos precários onde se caracteriza a existência de um agente promotor e/ou comercializador, cuja tipologia e morfologia do parcelamento do solo estejam voltadas ao uso unifamiliar e multifamiliar de pequeno porte, que tenham sido implantados e ocupados sem prévia aprovação pelos órgãos públicos responsáveis ou, quando aprovados ou em processo de aprovação, implantados em desacordo com a legislação ou com o projeto aprovado.
Definição de 'favela' na Índia:
“um agrupamento dentro de uma área urbana, sem água potável e instalações sanitárias”.
‘Favela’ tem sido definido pelo Improvement and Clearence Act 1956 in India, como áreas aonde os edifícios:
São imprópria para a habitação e sofrem condições de depredação, superlotação, ausência de concepção na construção, ruas estreitas, falta de ventilação, luz e instalações sanitárias e qualquer combinação desses fatores que são prejudiciais à segurança, saúde e moral.
No Censo da Índia de 2001, adotou a definição de ‘favela’ como uma área mínima de 700 m2 ocupada por uma população de 300 pessoas ou cerca de 60-70 famílias vivendo unidades mal construído , insalubre, ausência de saneamento básico e sem acesso à água potável.
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ver: diáspora urbana em 1950
Segundo a Secretaria de Habitação do Município de São Paulo, a cidade possui 1565 favelas, 1152 loteamentos irregulares e 1885 cortiços.
Em Mumbai, 55% da população vive em favelas. Provavelmente, lá se encontra a maior população de 'moradores de rua' do Terceiro Mundo, em torno de 1 milhão. Na verdade, muitos 'moradores de rua' são simplesmente trabalhadores – condutores de riquixa (popular táxi de Mumbai), operários da construção civil e carregadores de mercado - forçados por causa do emprego a morar no caríssimo coração da metrópole.
Segundo o Habi SP:
Favelas: todos os assentamentos precários de áreas públicas ou particulares de terceiros, cuja ocupação foi feita à margem da legislação urbanística e edilícia. São ocupações predominantemente desordenadas, com precariedade de infra-estrutura, com maior opção pela autoconstrução das moradias que presentam diferentes graus de precariedade. A população residente caracteriza-se por famílias de baixa renda e socialmente vulneráveis.
Núcleo urbanizado: "categoria" de favela com 100% de infra-estrutura instalada, mas ainda sem regularização fundiária.
Loteamentos irregulares: todos os assentamentos precários onde se caracteriza a existência de um agente promotor e/ou comercializador, cuja tipologia e morfologia do parcelamento do solo estejam voltadas ao uso unifamiliar e multifamiliar de pequeno porte, que tenham sido implantados e ocupados sem prévia aprovação pelos órgãos públicos responsáveis ou, quando aprovados ou em processo de aprovação, implantados em desacordo com a legislação ou com o projeto aprovado.
Definição de 'favela' na Índia:
“um agrupamento dentro de uma área urbana, sem água potável e instalações sanitárias”.
‘Favela’ tem sido definido pelo Improvement and Clearence Act 1956 in India, como áreas aonde os edifícios:
São imprópria para a habitação e sofrem condições de depredação, superlotação, ausência de concepção na construção, ruas estreitas, falta de ventilação, luz e instalações sanitárias e qualquer combinação desses fatores que são prejudiciais à segurança, saúde e moral.
No Censo da Índia de 2001, adotou a definição de ‘favela’ como uma área mínima de 700 m2 ocupada por uma população de 300 pessoas ou cerca de 60-70 famílias vivendo unidades mal construído , insalubre, ausência de saneamento básico e sem acesso à água potável.
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|05| - Observando São Paulo e Mumbai
|05| - São Paulo e Mumbai - Forma Urbana, Densidades e Transportes
São Paulo e Mumbai
Fotos: Thiago Canhos, Urban Body e Urban Age
Obs.: imagens na mesma escala
Área de1 km2 - São Paulo . Jardins - Mumbai - Mercado BuleshwarNa imagem podemos verificar a forma urbana das respectivas cidades. Nela verificamos a habitabilidade e as densidades que elas podem acomodar. Com 1 km2 nota-se o conjunto urbano de edifícios (preto) e espaços abertos (branco).
Em São Paulo, o rico bairro dos jardins, edifícios de torres altas estão separados da grade urbana, tornando as ruas quase impossíveis de se discernir de outras áreas de espaço aberto, geralmente fechadas com portões. Em Mumbai, a área central do Mercado Buleshwar, é formada por densos quarteirões urbanizados, condensados ao longo das vias principais e das alamedas laterais.
Em São Paulo, o rico bairro dos jardins, edifícios de torres altas estão separados da grade urbana, tornando as ruas quase impossíveis de se discernir de outras áreas de espaço aberto, geralmente fechadas com portões. Em Mumbai, a área central do Mercado Buleshwar, é formada por densos quarteirões urbanizados, condensados ao longo das vias principais e das alamedas laterais.
A densidade urbana é predisposta pelas condições geográficas, transporte público e infra-estrutura.São Paulo é Multi-centrado e sua silhueta é dominada por blocos altos de edifícios. Mumbai, cidade plana criada a partir de 7 ilhas, possui uma das maiores densidades do planeta, a densidade média supera a marca de 27.000 habitantes por km2 e picos de 50.000 hab/km2 (se considerarmos somente a área construída de Mumbai).
A infra-estrutura de transporte é uma alavanca crítica da forma urbana, possibilitando a centralização de funções econômicas e a acomodação de uma população em crescimento ao longo de ferrovias e rotas de ônibus metropolitanas . Quando a infra-estrutura de transporte público não é adequada e suficiente, as avenidas “sedentas de espaço” predominam, e em geral resultam em formas mais espalhadas de desenvolvimento e geram imensos congestionamentos, dado que o uso de carros particulares sempre corre à frente da construção de novas avenidas.São Paulo tem um sistema de metrô ainda pequeno mas em crescimento, e é cortada por importantes linhas ferroviárias, refletindo a história da cidade como um centro de comércio. Embora esses corredores de trens sejam dominados pelo transporte de carga, os planejadores do transporte da cidade estão analisando opções para implantar mais serviços de passageiros nessas linhas. A cidade também está implantando propostas para um anel viário, com a finalidade de retirar o movimento de caminhões do centro da cidade.
Mumbai, atualmente, não possui metrô. Entretando, com 300km, o sistema suburbano de trem é o mais extenso no subcontinente. Transportando mais de 6 milhões de passageiros por dia e é considerados um dos mais eficientes transportes do planeta pela pontualidade e quantidade de pessoas transportadas.


A forma como as pessoas se locomovem nas cidades, a chamada “divisão modal”, reflete a infra-estrutura de transporte público mas também o desenvolvimento econômico, o clima e a forma urbana: andar a pé pode ser a forma dominante como meio de transporte não apenas nas cidades planejadas para serem “amigas do pedestre”
Mas também nas cidades onde muitos residentes não têm acesso ao transporte particular motorizado ou não têm os meios para pagar pelo transporte público. Portanto, andar a pé representa maciços 56% das viagens em Mumbai.
A propriedade de veículos particulares cresceu rapidamente na Região Metropolitana de São Paulo (que colocou mais de um milhão de carros em suas ruas nos últimos cinco anos) totalizando uma frota de 6,3 milhões de carros sendo 4 milhões destes trafegando simultaneamente.
fonte: Urban Age
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Mas também nas cidades onde muitos residentes não têm acesso ao transporte particular motorizado ou não têm os meios para pagar pelo transporte público. Portanto, andar a pé representa maciços 56% das viagens em Mumbai.
A propriedade de veículos particulares cresceu rapidamente na Região Metropolitana de São Paulo (que colocou mais de um milhão de carros em suas ruas nos últimos cinco anos) totalizando uma frota de 6,3 milhões de carros sendo 4 milhões destes trafegando simultaneamente.
fonte: Urban Age
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|05| - Observando São Paulo e Mumbai
quinta-feira, 14 de maio de 2009
|05| - São Paulo - Meyer, Regina - Escala Metropolitana de São Paulo
Evolução da mancha urbana de São Paulo
Fonte: Cesad FAU-USP
"São Paulo foi designada como “região metropolitana” pelo Governo Federal na década de 1970 de acordo com o Programa de Ação Metropolitana. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) não apenas acomoda a maior população urbana do país como também tem a mais alta densidade residencial, com 2.420 pessoas por km2. A cidade está no centro de uma hinterlândia regional com raio de 200 km, que abrange a RMSP (mais de 19 milhões de habitantes) e se estende para o sul até a Região Metropolitana da Baixada Santista (1,7 um milhão de habitantes), para o norte até a Região Metropolitana de Campinas (2,7 milhões de habitantes) e inclui a cidade de Sorocaba e cidades do Vale do Paraíba.Fonte: Cesad FAU-USP
A Região Metropolitana estendida cobre menos de 6% da área do Estado de São Paulo e tem uma população total de 24 milhões de habitantes, que corresponde a 59% da população do estado. Gera 63% do PIB do estado e quase 20% do PIB nacional. A RMSP cobre uma área de 7.944 km2 e abrange 39 municípios, com a Cidade de São Paulo (1.525 km2) localizada em seu centro. Na região, 95,7% da população é urbana, com 10,9 milhões de pessoas concentradas no município de São Paulo, sendo que somente oito dos 39 municípios não estão integrados à área construída contínua.
Entre 1990 e 2002 a área construída da RMSP aumentou de 1.765 km2 para 2.208 km2, principalmente devido ao crescimento de ocupações ilegais, quase sempre em áreas protegidas de mananciais ao redor das bacias periféricas de água da cidade, onde pouco ou nenhum investimento tem sido feito pelos setores público ou privado. O conflito entre forças sociais e ambientalistas está no centro de um crescimento informal nessas áreas vulneráveis, que colocam os recursos naturais e os novos residentes em risco.
A última década também testemunhou a construção de shopping centers, supermercados, hipermercados e restaurantes de fast-food nas áreas mais distantes da cidade e do estado. Ao mesmo tempo, aproximadamente 900 mil habitantes da RMSP moram em complexos de habitações públicas, denominados áreas de “interesse social”. Desde a década de 1970, os governos estadual e municipal construíram aproximadamente 210 mil moradias que se enquadram nesta categoria, mas a capacidade limitada do governo de construir habitações para famílias de baixa renda e a disponibilidade limitada de financiamento significa que o déficit entre oferta e demanda cresceu. Em 2000 era de 529 mil moradias, mas até 2005 o déficit aumentou para 783.300 moradias, afetando cerca de 86% das famílias mais pobres da área.
Está claro que aspectos específicos da organização atual da cidade precisam ser discutidos, já que a escala metropolitana foi até aqui considerada apenas em relação à superfície. Nada foi acrescentado quanto ao modo como o novo organismo é entendido, nem tampouco qualquer avaliação foi feita quanto aos impactos de mobilidade dos recentes projetos de peso. Entre outros fenômenos complexos, o funcionamento exato das engrenagens metropolitanas deve também levar em conta que as formas convencionais de atividades industriais foram substituídas por novos tipos de arranjos de trabalho. As atribuições das áreas metropolitanas neste novo estágio das economias brasileira e internacional estão se expandindo, em grande parte devido à presença de organizações que estão mais bem equipadas para realizar novos serviços e diferentes funções industriais. O resultado é um fenômeno característico importante no qual os serviços se tornaram mais importantes do que a indústria."
Regina Meyer é membro da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e atualmente coordena o Laboratório de Urbanismo da Metrópole (LUME).
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|05| - Observando São Paulo e Mumbai
|05| - Mumbai - Parasuraman, S. - Uncovering the myth of urban development in Mumbai
The current forms of migration in Mumbai, according to S. Parasuraman, are not only a sign of dynamism - they also reflect the problems associated with increasing inequalities, declining rural economies and inadequate employment generation that affect many parts of rural and urban India.
"Mumbai has evolved from being a fishing hamlet to a colonial node, subsequently to being the cradle of textile civilisation, and in contemporary times is has become the hub of India’s commerce and finance. The most widely held popular perception about Mumbai is that of a city of opportunity for people from across South Asia, and now even beyond. These opportunities have of course been distributed unevenly, with Mumbai’s rich and poor co-existing, and not always peacefully, with fundamentally differing entitlements to basic services – water and sanitation, health care and nutrition. In some of its large slums – the suppliers of cheap labour – children from poorer homes die because these slums exhibit malnutrition, morbidity and mortality levels closer to those current in the states of Bihar or Orissa. About 60 per cent of Mumbai’s population lives in such slum areas, occupying a mere 8 per cent of land, and their lives are characterised by degraded housing, poor hygiene, congestion, inadequate civic services and yet expanding peripheries of its slumming suburbs – with Dharavi as its epicentre.
Population change in a megapolis like Mumbai occurs both due to natural increase and migration. While migration has in the past played a significant role in changing the demographic profile of Mumbai, the contribution of migration to population growth has declined consistently. This decline has happened in tandem with an unprecedented natural increase in the population.
Migration from northern Indian states increased substantially between 1961 and 2001 and is higher than migration to the city from within the state, and continues to remain male dominated. Much of this migrant population is being absorbed by Mumbai’s peripheral urban agglomerations like Navi Mumbai, Thane, Kalyan and Mira-Bhayander, thus, contrary to what is generally perceived, not congesting the main city districts. There is a significant dispersal of population from Greater Mumbai to these nearby cities. This is also evident from the population growth differential between Greater Mumbai and other units of the Greater Mumbai Urban Agglomeration – showing that the rate of migration is much faster in these Urben Agglomerations than in Greater Mumbai itself. Secondly, it is the migrants from within the state settling down, coupled with the birth rate within the city that contributes to its population growth.
Migration from the southern states of India has declined between 1961 and 2001. This change took place over a period of time and was fuelled by a number of natural evolutionary factors, such as changing employment patterns from manufacturing to commercial and service sectors, especially IT, banking, media and communications. People from the south also found other destinations such as Bangalore and Hyderabad. This trend gives important clues on how policy interventions can be induced to decelerate migration into already unwieldy cities like Mumbai.
It is worthwhile to understand the initial development of suburban areas of Mumbai from a historical perspective. Upon the circular issued to the Bombay Chamber of Commerce and the Municipal Corporation in 1908, inviting suggestions for addressing the problem of acute shortage of housing for the poor, Arthur Crawford, the then Municipal Commissioner, emphasized the importance of comprehensive urban planning in his ‘The Development of New Bombay: A pamphlet’. This was the beginning of the city’s urban sprawl. In the 1960s the distribution of the population presented an interesting scenario with the island and suburbs having a more or less equal share. The suburbs have grown at a much faster rate over the past three decades contributing to increased density. Effective planned development of suburbs has not taken off as envisaged due to the lack of supporting infrastructure and a sound policy environment for development of residential and commercial nodes.
The availability of physical space for people living in the city can be understood as a key factor in the quality of life of the city’s residents. The population density defined as number of persons living within an area of 1 km2 presents the most striking feature about Mumbai. In 2001, the average population density for Mumbai city was 27,000 people per km2. Ward C is one of the most densely populated areas with a density of 114,001 people per km2.
Mumbai’s economy has witnessed a significant transition in the pattern of employment during the last four decades. Today a majority of the employment is in the tertiary sector, which accounts for almost 81 per cent of the total employment. The growth of the financial sector fostered the growth of other sectors such as telecommunications, construction and real estate. Employment in the informal sector (wage labourers, hawkers) has grown at a faster rate than that in the formal sector, resulting in its share of total employment increasing over time. The growth of formal sector employment in the services sector has not been adequate to fill the gap and thus former mill and other manufacturing workers were absorbed by the informal sector.
A large majority of the male migrants (49.1 per cent) coming to Mumbai are employed in ‘production related’ jobs. In terms of inter-industry distribution, a majority of them work in industries requiring semi-skilled and unskilled workers with minimal educational qualifications. In contrast, the non-migrants have dominated white-collared professional, technical, executive and managerial jobs, including clerical and sales jobs in various servicebased industries that outnumber jobs taken by migrants. The current rapid growth of the Indian economy is fuelled by these various movements of labour. But, the current forms of migration are not only a sign of dynamism – they also reflect and come with increasing inequalities, agrarian crises and inadequate employment generation in many parts of rural and urban India.
Large construction activities and other major public works in Greater Mumbai depend upon labour drawn from villages within and outside Maharashtra. While the migrants are indispensable to the city’s economy as they fulfil the demand for low-paid and unskilled jobs, their residential patterns are being altered fundamentally. In the recent past the residential pattern of Mumbai showed slums co-existing with better-off residential complexes locating the poor close to their workspaces. The accelerated slum clearance programme may be creating opportunity for the poor to ‘own’ their houses, but a side effect is that it severely compromises their ability to access viable livelihoods as they are forced to relocate to the far peripheral areas of the suburbs.
The notion of lack of space within the city is a contested one when as areas of prime land are locked up in dead mills in the heart of the city. In addition, there are huge stretches of dock land on the eastern waterfront that are lying redundant. Finally there are the salt pan lands that cannot be used because of obsolete land ceiling legislations applicable in the city. Migration and the resulting slums are inevitable as the cities will always be magnets attracting people for better economic opportunities. What is important is a multi-pronged approach to slow down migration and to also manage and troubleshoot it properly through strategies such as alternate urban centres, the creation of sustainable rural business hubs and the provision of affordable housing within the city.
Given the ever-expanding volume of traffic between the city and suburbs it is important to develop efficient and sustainable transport networks that facilitate faster movements at lower social, environmental and economic costs. The option of the metrorail coupled with monorail and underground parking lots is seen as the best option. It is however of great significance that out of 135 metro corporations in the world, only 4 are making operational profits. These include the metrorail transports in Singapore, Taiwan, Hong Kong and Delhi. The Delhi Metro Rail Corporation (DMRC), is said to also be falling into the trap of loss-making corporations, with losses amounting to 76.33 crore (US$19.3 million) annually, as reported by a leading daily newspaper. Some transport experts are suggesting that the total project costs of the metro, presently estimated at 19,525 crore (US$4.9 billion), may have been gravely under-projected and will in actuality be three times higher. Considering Mumbai’s topography, land constraints and the massive disruption and displacement and relocation of people and other infrastructure involved, the costs in Mumbai are likely to be astronomical. However decision makers seem unimpressed by the availability of safe, indigenous and relatively low cost, high load bearing, sustainable, and scalable commercially ready technologies like Skybus or Rapid Bus Transit Systems."
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|05| - Observando São Paulo e Mumbai
quarta-feira, 13 de maio de 2009
|05| - São Paulo e Mumbai - Áreas, populações e Densidades
Área 72,41 hectares
População 125 mil habitantesDensidade 1.726 hec/m2
Dharavi
Área (hec) 175 hectares
População 1 milhão habitantesDensidade (hec/m2) 5.714 hec/m2
fontes:
www.habisp.inf.br
Sharma, Kalpana 2000 - Rediscovering Dharavi
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